1. Breve História da Ópera de Paris

E hoje vocês vão visitar comigo o teatro da Primeira Companhia de Ballet Profissional do Mundo! Estão preparados? É da Ópera de Paris que eu estou falando!

Quem leu o post sobre Luis XIV deve saber que o Rei Sol foi bailarino e na sua época, era muito difícil de se conseguir bailarinos dispostos a dançar sem sofrer o estigma social. Pois se antes o ballet era “para divertir a Corte”, um nobre era mal visto se fosse fazê-lo. Luis XIV como um nobre que era bailarino, solucionou isso profissionalizando a arte da dança – com o “Reglement Concernant L’Opera”, no final de seu reinado, em 1713, os bailarinos agora eram profissionais! Inicialmente, 10 homens e 10 mulheres estavam entre eles.

UNSPECIFIED – CIRCA 1989: France, Paris, Opening of the Opera National de Paris, designed by Charles Garnier (1825-1898), January 5, 1875. (Photo By DEA PICTURE LIBRARY/De Agostini via Getty Images)

Além disso, foi o rei absolutista que em 1661 fundaria a “Académie Royale de Danse“, que era uma associação de treze especialistas em dança cujo propósito, de acordo com o preâmbulo das cartas do rei, era “restaurar a arte da dança à sua perfeição original e melhorá-la tanto quanto possível”. E em 1669 fundaria a “Académie Royale de Musique“, que era uma companhia de ópera e ballet estreitamente relacionada e, embora as duas instituições nunca se fundissem, membros da academia de dança também estavam associados à ópera.

Entretanto, fato é que junto com muitas outras instituições reais, a academia de dança deixou de existir no momento da derrubada da monarquia em 1789 (A Revolução Francesa), mas a companhia de ópera e ballet (Académie Royale de Musique) sobreviveu e hoje é conhecida como a Ópera Nacional de Paris.

Bem resumidamente, após o Regime Absolutista entrar em decadência, a França teve o seu primeiro presidente eleito: o Napoleão III, que era sobrinho de ninguém menos que Napoleão Bonaparte e depois também se tornou o Imperador dos Franceses no Segundo Império. Este líder realizou uma grande reforma urbana em Paris, junto com o prefeito Georges-Eugène Haussmann. Um dos feitos durante o governo de ambos foi justamente a obra do teatro que vamos abordar neste post.

Assim como o nosso Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a construção do teatro Palais Garnier também foi objeto de um concurso público. A construção teve início em 1861, mas a obra teve que ser interrompida por alguns eventos como Guerra Franco-Prussiana, a queda do Império francês e a Comuna de Paris. Outro problema foi o próprio terreno em que o teatro estava sendo erguido, extremamente pantanoso, o que implicou contínuos bombeamentos de água durante oito meses, antes que as fundações pudessem ser lançadas.

Portrait of Charles Garnier, architect, in 1868 (1825 – 1898) (oil on canvas 1, 03 x 0, 81) 1868, Baudry Paul ( 1828-1885 ), Orsay Museum, France,. (Photo by: Christophel Fine Art/Universal Images Group via Getty Images)

O teatro da Ópera foi projetado pelo arquiteto vencedor do concurso, Charles Garnier, e por isso leva o nome deste arquiteto, sendo chamado de Palais Garnier, finalmente inaugurado em 5 de janeiro de 1785.

Na data de sua inauguração, houve uma apresentação de estreia, que foi uma peça de “A Judia”, de Halévy, e trechos de “Os Huguenotes”, de Giacomo Meyerbeer. Nesta data estiveram presentes figuras ilustres, como o Presidente da França, a Rainha da Espanha e o Lorde-Prefeito de Londres e cerca de 2.500 convidados. Estes três foram convidados de honra, mas o próprio Charles Garnier não tinha sido convidado e teve que pagar pelo seu ingresso. Só que nem por isso deixou de ser aplaudido pelo público quando seu nome foi anunciado.

E é esse teatro que vocês vão conhecer hoje junto comigo. Eu estive lá em julho deste ano de 2019 e foi uma verdadeira emoção para mim! É tudo tão lindo, encantador e cheio de história que eu nem sei se consigo explicar a emoção de pisar lá dentro.

2. Tour pela Ópera de Paris

Para quem nunca esteve na Ópera de Paris, esse post vai ser a realização de um sonho assim como foi para mim. Eu sempre quis conhecer Paris, ainda mais depois que comecei a estudar mais a fundo a história do ballet!

Quando eu estive por lá era aniversário de 350 anos da Ópera de Paris! Por causa disso, estava tendo uma exposição comemorativa do aniversário da Ópera Garnier, em que houve homenagens a Luis XIV. “Ah! Mas uma homenagem a um rei absolutista?” Sim! Lembrem-se de que ele foi o grande responsável por sua fundação e de muita importância para a história do nosso amado ballet!

Uma coisa interessante para quem nunca foi é que você pode visitar o teatro mesmo que não fale uma palavra de francês! Logo que você entra para fazer o tour, você vai receber uma espécie de gravador e fones de ouvido e vai poder escutar toda a história de cada parte do teatro em português de Portugal! E vai dar para entender tudo perfeitamente! Inclusive, vocês vão ver algumas fotos que eu tirei do meu arquivo pessoal durante a viagem. Caso você não curta spoliers, acredito que dá para acompanhar meu conteúdo mesmo assim, porque, dependendo da época que você for visitar o teatro, você vai presenciar coisas diferentes do que eu visitei. Aproveitem junto comigo!

Foto retirada do blog Enchantments Abroad

Logo que vamos entrar pela escadaria principal do teatro, podemos nos deparar com salamandras como essa da foto acima. Delas saíam dos tubos de energia do teatro, que, eram de iluminação à gás. Já citamos o acidente da Emma Livry por aqui tantas vezes… Na sua época era assim que a Ópera e tantos outros teatros eram iluminados.

Logo na escadaria principal, Charles Garnier, o arquiteto que projetou o teatro, vimos que dela são percebidas as várias inspirações do artista. Cada mármore é de uma cor, de um estilo e de um lugar diferente, e que vai misturar o barroco e o classicismo grego. Inclusive, quando o arquiteto foi interrogado de qual estilo se tratava, ele respondeu: “Napoleão III”. Mas a verdade é que era o seu estilo próprio.

Quando terminamos de subir a escadaria, vamos nos deparar com as cariátides, mais uma inspiração do classicismo. Elas são duas estátuas gregas: a tragédia e a comédia, que muito são retratadas quando falamos de teatro.

FRANCE – MAY 27: Internal staircase of Palais Garnier, 1860-1875, designed by Charles Garnier (1825-1898), one of the venues of the Opera National de Paris, Paris (UNESCO World Heritage List, 1991), Paris, Ile-de-France, France, 19th century. (Photo by DeAgostini/Getty Images)

Quando subimos o segundo lance de escadas, que é acima das cariátides, podemos ver uma espécie de “varanda”. Elas foram projetadas para ver todo mundo que estava chegando. Dessas varandinhas podemos ver que essa parte do teatro é totalmente simétrica. Um lado é absolutamente igual, a cópia do outro! Além disso, essa parte foi pensada como um “teatro dentro do teatro”, de tão grande que é.

Adentramos a parte chamada de “casa de espetáculos” da Ópera Garnier e 3 coisas interessantes podem ser observadas. 1) o mesmo ferro da estrutura do teatro da Ópera vai ser usado mais tarde por Gustave Eiffel para construir a Torre Eiffel; 2) a cor vermelha das poltronas foi escolhida for Charles Garnier para dar destaque não só aos bailarinos que estavam dançando no palco, mas às espectadoras. Sim, a intenção era dar o destaque especial para as mulheres, porque ele acreditava que esse vermelho ia refletir no rosto, em particular nas maçãs e nos ombros, e deixá-las com um aspecto mais jovem e mais bonito; 3) no topo do pano de boca, temos o emblema do sol e o ano 1669, simbolizando Luis XIV e a fundação da Academia Real da Música, o embrião da Ópera de Paris.

FRANCE – MAY 27: The stalls of the Palais Garnier, 1860-1875, designed by Charles Garnier (1825-1898), one of the venues for the Opera National de Paris, Paris (UNESCO World Heritage List, 1991), Paris, Ile-de-France, France, 19th century. (Photo by DeAgostini/Getty Images)

Antigamente, lá nos anos iniciais do teatro, era um costume considerado chique se você chegasse atrasado para as peças. Quem chegava atrasado é porque era alguém importante e muito ocupado para assistir a peça completa; o contrário também acontecia: se você fosse pontual era porque você era muito desocupado para poder assistir tudo. Por isso é que as Óperas eram nos atos iniciais e o Ballet só lá pelo terceiro ato: porque era para que quem fosse realmente importante para assistir pudesse chegar a tempo.

Uma outra coisa interessante sobre o teatro Ópera Garnier: quem aqui não conhece a história do fantasma da Ópera? Foi com base numa lenda desse teatro que essa história foi escrita. A lenda é sobre o famoso hóspede do box 5, que ainda existe até hoje no teatro.

A lenda começou no conservatório de música localizado na Rue Le Peletier, onde um jovem pianista e uma jovem bailarina se apaixonaram. Pensando em se casar no final do ano, a jovem pianista começou a compor uma obra simbolizando o amor deles que seria tocada durante a cerimônia de casamento. Mas em 28 de outubro de 1873, um terrível incêndio destruiu completamente o conservatório e matou muitas pessoas, incluindo a noiva do pianista. O pianista sobreviveu ao trágico evento, mas ficou para sempre marcado por ferimentos graves, especialmente no rosto. Saiu de seu apartamento e se refugiou na passagem subterrânea da Ópera Garnier, ainda em construção na época, para escapar de todos os olhares terríveis dos parisienses, que o consideravam um “monstro” ou “demônio”. Ele ficou lá pelo resto de sua vida.

O homem nunca foi perturbado até que histórias e boatos começaram a circular, criando a lenda do Fantasma da Ópera que assombra o porão. Os primeiros rumores vieram de membros da equipe da ópera, como ajudantes de palco ou dançarinos. O Fantasma supostamente morreu nas galerias, mas seu corpo nunca foi encontrado e provavelmente foi confundido com o corpo de um Communard.

Essa lenda deu origem a muitas adaptações para o cinema, incluindo a última lançada em 2004 O Fantasma da Ópera .

Gaston Leroux escreveu O Fantasma da Ópera em 1910, inspirando-se na lenda e em vários eventos relativamente preocupantes. Sua história se espalhou pelo mundo! No entanto, a lenda e os rumores não são as únicas coisas que o autor menciona em seu romance. Ele também se baseia em eventos reais inexplicáveis, que são então atribuídos ao famoso inquilino que vive no porão da casa de ópera. Em 20 de maio de 1896, o grande lustre da sala principal caiu e matou um membro da audiência durante um show. Segundo a lenda, a vítima estava sentada no assento número 13. O que se segue é uma série de fenômenos estranhos: um ajudante de palco foi encontrado enforcado, mas a corda estava faltando e, pouco depois, um dançarino morre após cair de uma galeria. No entanto, a história dos gerentes da Ópera Garnier que foram contatados por alguém que lhes pedia um “salário” de 20, 000 francos por mês e para reservar a casa no. 5 continua sendo a história mais estranha de todas. Hoje, muitos artistas ainda se recusam a alugar a caixa nº. 5

As pessoas continuam a falar sobre o Fantasma da Ópera como uma lenda urbana, mito ou … realidade.

Em algumas partes do teatro, há bustos espalhados de profissionais que foram importantes para a história da Ópera de Paris.

Marie Sallé, ao lado de La Carmago revolucionariam para sempre a história da dança. Ambas seriam duas das precursoras do que Noverre teria chamado de “Ballet D’Action” – o embrião do ballet de repertório. Ambas trouxeram uma mudança gigantesca nos figurinos, abandonando os figurinos pesados de seu tempo. Sallé chocou a todos ao entrar apenas de túnicas na sua apresentação de “Pygmaleon”, fazendo ser mais verdadeira a sua atuação de estátua grega. La Camargo encurtou as saias até a altura dos tornozelos, tornando possível a execução de certos pas battu, como os cabrioles. Ela foi a primeira mulher a fazê-los, pois tais passos eram apenas masculinos. Essa altura de traje vai ser mantido na Era Romântica e vai ser usado até os dias de hoje.

Marie Taglioni dispensa apresentações. Ela foi uma das bailarinas mais famosas de seu tempo. Bailarina-símbolo da Era Romântica, ficou muito famosa após dançar “La Sylphide”. Também foi a grande responsável por popularizar a dança na sapatilha de ponta. Aqui foi popularizado também o tutu romântico de Eugene Lami, que vai ser o figurino dessa era, usado em tantos ballets.

Carlota Grisi também foi um grande talento da sua época. O ballet Giselle e tantos outros foram coreografados especialmente para ela.

Arthur Saint-Léon foi um grande mestre e coreógrafo da Ópera de Paris de seu tempo. Foi ele quem coreografou o ballet Coppélia.

Dois outros lugares dentro do Palais Garnier que, quem for, não pode deixar de conhecer são o Salão do Sol e o Salão da Lua. Para mim são, junto com o Foyer (que vamos falar já já), um dos lugares mais bonitos do teatro. Eu fiquei tão emocionada quando entrei no Salão do Sol que nem consegui tirar foto. Só filmar – vocês vão poder conferir no meu vídeo do canal no final desse post. As fotos acima não são do meu acervo pessoal.

Ambos têm estrutura semelhante e são localizados um em oposição ao outro. Mas diferem nas cores e nos animais que estão no teto. O Salão do Sol é um salão dourado com salamandras no teto. Esses animais representam o fogo. O Salão da Lua é um salão prateado em que os morcegos no teto representam a noite.

Esse da foto é o Grand Foyer do Teatro. Ah, se eu estivesse com a minha ponta na bolsa nesse dia! Com certeza iriam rolar muiiiitas fotos de ballet, porque essa parte do teatro… Só estando lá para ter a noção da beleza!!! Essa foto foi tirada com o meu celular. Ele é um corredor com mais de 150m de pura beleza!

Uma curiosidade sobre ele é que quando foi construído, foi pensado para ser um espaço somente para os homens frequentarem. Mas no dia da inauguração, a rainha da Espanha resolveu quebrar essa regra. Ela foi a primeira mulher a pisar lá dentro e desde então, todos podem ir!

Nessa parte do teatro temos tanto o ouro verdadeiro e também o chamado “dourado de efeito”, que é quando algumas peças são pintadas de dourado, o que torna os detalhes mais perceptíveis do que o ouro de verdade.

Ele foi pensado para ser um local de grandes eventos, reuniões e jantares especiais e até hoje é um dos locais favoritos dos visitantes da casa, sendo um ótimo lugar para socialização.

Com essa linda imagem que retirei da internet, podemos perceber o que Charles Garnier também notou: prédios estavam começando a ser erguidos ao redor do Palais Garnier e estavam ficando mais altos que o próprio teatro. Então, ele teve que aumentar a altura pensada inicialmente para o teatro, porque se não, os prédios iriam tampar essa vista, vide foto abaixo.

UNSPECIFIED – CIRCA 1989: France, Paris, The winning drawing at the contest for the new building of the Opera National de Paris submitted by Charles Garnier (1825-1898), 1861. (Photo By DEA PICTURE LIBRARY/De Agostini via Getty Images)

Nas duas fotos acima, temos lado a lado, o teto atual da casa de espetáculos do teatro e o teto antigo. O atual é uma arte de Marc Chagall, que em 1963, foi contratado por André Malraux, o então ministro da Cultura da França, que decidiu que queria algo único no teto do teatro.

As imagens que Chagall pintou na tela prestam homenagem aos compositores Mozart, Wagner, Mussorgsky, Berlioz e Ravel, entre outros, bem como a atores famosos e dançarinos. O teto de Chagall fez, sem dúvida, o Palais Garnier estar na moda novamente. O teto de Chagall pode ser definido como “infantil em sua aparente simplicidade, embora luminoso pelas cores e evocativo do mundo de sonhos e do subconsciente”. Ele levou um ano para ser concluído, ficando pronto somente em 1964.

O teto antigo é uma arte de 1872 feita por Jules-Eugene Lenepveu, denominado, “Les Muses et les Heures du jour et de la nuit” e estava em péssimo estado de conservação devido aos anos de iluminação a gás da sala. Sem destruir a obra de Jules-Eugène Lenepveu (1819-1898), que ainda se encontra lá, Chagall simplesmente ocultou-a atrás dos seus painéis coloridos em 1964.

Lenepveu era o pintor favorito de Napoleão III e sua obra havia sido restaurada duas vezes durante a primeira metade do século xx. Esta pintura original tem 63 figuras representando as musas e as horas do dia e da noite, feitas em vinte e quatro painéis de cobre, aparafusados ​​à estrutura de aço do andar superior. Esse design todo em metal é devido à segurança e à acústica. Eugène Lenepveu tomou um cuidado muito particular na fabricação dos pigmentos e bases utilizados em sua pintura para evitar chumbo, o que causou uma forte oxidação das cores em contato com as emanações do gás de iluminação.

Ao final do tour, podemos ver a Biblioteca Museu do teatro. Nela, os bailarinos e coreógrafos podem ter acesso a fontes de pesquisa inesgotáveis para as coreografias! INCRÍVEL, não é?

Acima podemos ver os figurinos que estavam expostos por lá. Temos figurinos dos ballets La Bayadere, Paquita, O Quebra-Nozes e O Fauno, por exemplo.

3. A exposição dos 350 anos da Ópera de Paris

Logo que começamos a exposição, podemos ver uma imagem de Luis XIV no papel de Sol no ballet “La Nuit”(A Noite). Foi esse papel que ele passou a apelidar a si mesmo de “Rei Sol“. Para quem não sabe, Luis XIV foi bailarino durante a sua juventude, tendo dançado em alguns ballets da sua época. Lembrando que, como já vimos algumas vezes nesse blog, a história do ballet clássico começa muito antes de existirem as sapatilhas de ponta. No reinado de Luis XIV, o ballet ainda era dançado com sapatos com saltinhos pequenos, mas já estavam sendo codificados os passos de ballet que temos hoje, assim como as 5 posições básicas dos pés, que foram ditadas por Pierre Beauchamp, que foi professor do Rei Sol por mais de 20 anos.

O interesse de Luis XIV pelo ballet se deu pelo caráter muito particular da sua corte, sendo o ballet um ótimo instrumento para exibir a grandeza e o poder do Rei. De toda forma, foi durante o reinado deste rei absolutista que o ballet passou a ter cunho profissional, sendo fundada a Primeira Companhia e foi codificado, sendo nesta época que os passos foram nominados na língua francesa.

Mais adiante foi possível ver as imagens desses dois bailarinos. Marie-Therése de Subligny ao lado de Claude Balon (por vezes também chamado de Jean Balon) foram os primeiros Primeiros Bailarinos da Ópera de Paris depois que Luis XIV profissionalizou o ballet. Balon ficou conhecido assim por ser extremamente habilidoso nos saltos; podia-se ver o bailarino pairar no ar!

4. A Loja da Ópera de Paris

O Palais Garnier também tem uma pequena lojinha dentro em que você pode encontrar vários ítens de ballet: como livros, cds de música clássica, dvds dos ballets de repertório, sapatilhas, etc.

Como eu ainda estava no início da viagem, eu ainda ia conhecer outros países europeus e tinha acabado de comprar alguns livros em Portugal, eu não me segurei para não gastar tanto. Porque se deixasse eu teria gastado mais. Acima, as minhas comprinhas. O amarelo é da própria Ópera de Paris, que você pode pegar de graça se quiser.

O detalhe é que a única coisa que eu sei falar em francês, além dos passos de ballet é “Bon Jour”! Na minha próxima visita a Paris quero estar falando mais!

Também foi possível ver mais coisas no teatro, mas para que o post não fique tão longo, recomendo que vocês vejam o vídeo do canal abaixo. Nas fotos, eu curtindo a minha visita ao Palais Garnier! Espero que não seja a última porque eu já quero voltar!

E essa foi a minha visita ao teatro da primeira companhia de ballet profissional do mundo!

Espero que tenham gostado!

Até o próximo post!