Tutu da Ju https://tutudaju.com Meu blog de ballet Tue, 15 Oct 2019 19:56:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.0.7 Vaganova – Uma brilhante professora de ballet https://tutudaju.com/vaganova-uma-brilhante-professora-de-ballet/ https://tutudaju.com/vaganova-uma-brilhante-professora-de-ballet/#respond Tue, 15 Oct 2019 19:42:06 +0000 https://tutudaju.com/?p=1179 Oi pessoal! O dia do mestre é hoje, e, para esta data especial, decidi dedicar a uma professora de ballet que, além ter sido uma excelente professora, fez história no ballet clássico, sendo um dos motivos para isso o fato de ter criado seu próprio método de ensino. Decidi, então, contar um pouco da história […]

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Oi pessoal!

O dia do mestre é hoje, e, para esta data especial, decidi dedicar a uma professora de ballet que, além ter sido uma excelente professora, fez história no ballet clássico, sendo um dos motivos para isso o fato de ter criado seu próprio método de ensino. Decidi, então, contar um pouco da história da Agrippina Vaganova e do seu método de ballet, que ainda hoje é um dos mais populares no mundo da dança. Se você quer ler um resumo geral sobre todos os métodos, deixarei aqui o link, porque esse post de hoje não se presta a isso.

1. A história de Vaganova

No último post que escrevi aqui sobre o ballet russo, comecei contando como lá ele se desenvolveu. Só para relembrar vocês: o ballet surgiu na Rússia graças aos incentivos dos Czares e teve uma bela ajuda de Petipá para o seu desenvolvimento. Se você se interessar em se aprofundar um pouco mais, deixo o link desse post aqui, porque o de hoje vai continuar a partir do ponto de onde esse último parou.

Em 1738, a czarina Anna Ivanova cria a primeira escola de ballet russo, a Escola Imperial. Também disse nesse outro post, que esta escola viraria a Academia Vaganova de Ballet. E é aqui que nos interessa essa história!

A verdade é que após Petipá ter feito tanto pelo ballet russo (quando ele chegou à Rússia, muitas estrelas que estavam lá dançando foram importadas de outros países, como por exemplo, as primeiras bailarinas de Petipá que no geral eram as italianas como Pierina Legnani, Carolina Rosati e Carlotta Brianza; contando também com muitos professores que também não eram russos, como por exemplo, Charles Didelot, mestre francês), começam a surgir estrelas nesse ballet que agora eram russas, entre elas, Fokine, Karsavina, Pavlova, entre outros.

Essas estrelas vão se espalhar pelo mundo e vão estimular o ballet, inclusive no Brasil. Ao contrário dessas esntrelas, após a Revolução Russa, Vaganova vai continuar por lá, e vai desenvolver o seu próprio método. Antes dela, seria o “período pré-Vaganova”, a Escola Russa de ballet ainda não formava bailarinos pelo seu método.

Nascida em 26 de junho de 1789, Vaganova começou a sua história no ballet quando em 1888, aos 9 anos de idade, foi aceita na Ballet Imperial School. Se formou em 1897 na Classe de perfeição da primeira bailarina Eugeniia Sokolova, sendo também foi treinada por Ekaterina Vazem , Christian Johansson , Lev Ivanov , Nikolai Legat e Pavel Gerdt. Em 1916, ela se aposentou como bailarina para se dedicar à carreira de professora e em 1921 retornou à mesma escola em que havia feito aulas, a Escola Imperial, mas dessa vez renomeada por Escola Coreográfica de Leningrado (*naquele período São Peterburgo ficou assim conhecida).

O mais interessante na carreira de Vaganova é que, ao contrário do que muitos possam pensar, ela não foi uma bailarina tão brilhante como outras de seu tempo (dizem ela ter sido de certa forma ofuscada por outras bailarinas como Anna Pavlova e Tamara Karsavina), mas ainda assim se tornou uma brilhante professora e criou um método de se ensinar o ballet que se popularizou no mundo inteiro.

O ballet não foi fácil para Vaganova nos seus primeiros anos como aluna, mas lentamente, através de sua própria força de vontade, ela conseguiu acompanhar a ilustre companhia de Ballet Imperial após sua formatura. A essa altura ela alcançava o posto de solista, enquanto os baletômanos de São Petersburgo a apelidavam de “Rainha das Variações” pelo seu nível de técnica e seu virtuosismo ilimitado, com seus saltos e baterias. A variação que dançou no ballet La Bayadere é conhecido como Variação de Vaganova.

Apesar da boa técnica, Vaganova não era a mais bonita dançando e nem tinha as mais belas linhas. Há registros de Petipá a chamando de “terrível” e “pavorosa”, mas mesmo assim é muito reconhecida e respeitada no mundo da dança até hoje, sendo uma história muito inspiradora a todos nós bailarinos. Isso se deve a sua dedicação à carreira de professora, dedicação essa que perdurou o resto de sua vida, aperfeiçoando o desenvolvimento pedagógico da dança clássica. Ela começou a sua tragetória enquanto professora em 1921 com  e fez isso por praticamente toda a sua vida.

2. O método de Vaganova e sua história

Como estávamos falando, o ballet na Rússia foi muito desenvolvido graças ao financiamento dos czares, então, quando veio a Revolução Russa em 1917, implementando o comunismo, o futuro do ballet naquele país parecia ser praticamente inexistente. Muitos talentos russos como Balanchine, Nureyev, Baryshnikov, Nijinsky migraram para outros países e lá desenvolveram o ballet e a sua carreira. Ao mesmo tempo, alguns ballets, por exaltarem o czarismo (antigo regime antes do comunismo), vão ser ou modificados ou vão praticamente sumir do mapa. Foi o que aconteceu com La Bayadere, por exemplo. Naquela época, foi suprimido do ballet o terceiro ato, acabando logo após o reino das sombras.

Mas, Vaganova lutou para que isso não acontecesse e que todo o legado deixado por Petipá ficasse para trás. De 1931 a 1937, foi diretora artística do Teatro de Ópera e Ballet de Leningrado (que mais tarde virou Kirov Ballet ). Em 1933, ela encenou a versão clássica do Lago dos Cisnes de Lev Ivanov e Marius Petipa, com Galina Ulanova como Odette, Olga Jordan como Odile e Konstantin Sergeyev como Príncipe Siegfried. Em 1935, ela reviveu La Esmeralda, em parte com sua própria coreografia. Ela acrescentou um “novo” Pas d’action especialmente para Galina Ulanova e Vakhtang Chabukiani, hoje conhecido como “Diana e Acteon”.

Em 1934, ela publicou seu famoso livro Fundamentos da Dança Clássica: resistiu a pelo menos seis edições na Rússia e foi traduzido para vários idiomas. No mesmo ano, Vaganova (junto com Boris Shavrov) iniciou o estabelecimento no Conservatório de Leningrado do departamento pedagógico para treinamento de futuros professores de ballet, que ela começou a administrar. Lá, alguns de seus ex-alunos da escola de dança se tornaram seus alunos. Os nomes mais importantes para o ensino da dança são Vera Kostrovitskaya (autor de 100 aulas de dança clássica), Nadezhda Bazarova e Varvara P. Mey (autores do Alfabeto de Dança Clássica). Eu não sei vocês, mas eu já estou louca por esse livro!

Vaganova teve influência de professores franceses com quem estudou que prezavam a elegância e suavidade dos movimentos, assim como da técnica italiana, que influenciava o ballet soviético na época e prezava o virtuosismo, a resistência e a força dos pés, mas não tinha graciosidade. Com sua ofuscação por outras bailarinas contemporâneas, Vaganova tornou-se muito crítica consigo mesma e com o método de ensino do ballet e se dedicou a melhorar as técnicas já existentes. Da francesa aproveitou a graciosidade dos movimentos e da italiana utilizou a força, a resistência e as aulas bem planejadas, tudo isso aliada ao espírito e poesia das danças russa, criando, assim, um estilo único que viria a ser conhecido como Método Vaganova. A codificação desse método foi publicada no seu livro.

O método exige a utilização correta e domínio da técnica desenvolvida especificamente para os braços, utilizando com clareza os port de bras, e aplomb, onde o aluno domina o movimento do tronco de forma a realizar com mais clareza os movimentos de execução dos membros inferiores, assim como o equilíbrio das formas e piruetas. A técnica de Vaganova é conhecida por ser uma técnica brilhante e limpa, exigindo precisão e domínio total do movimento, combinada com grandes amplitudes de movimentos e flexibilidade da parte superior do corpo.

Vaganova enfatiza uma pedagogia que busca o aprendizado de forma gradual, onde cada grau tem seus exercícios característicos, e de maneira a preservar o aluno de lesões, enfatizando, para isso, a consciência corporal do estudante a cada movimento. Seu trabalho é focado principalmente no desenvolvimento das características necessárias para que os bailarinos possam executar pas de deux e ênfase especial é dada a dançar com o corpo inteiro ao invés de simplesmente se executar movimentos mecanicamente.

Entre as características mais trabalhadas estão o desenvolvimento da força da parte inferior das costas, plasticidade dos braços e o desenvolvimento da força e da flexibilidade necessários ao estudo do ballet. Os braços neste método passam de uma posição a outra de forma mais perceptível do que no método Cecchetti e as mãos mudam de direção no último momento do movimento. Os primeiros estágios focam no epaulement e na estabilidade e força das costas, visando a que o movimento seja fluido e harmonioso. Ao mesmo tempo em que se trabalha a técnica, a arte também é adquirida individualmente, proporcionando uma forte e melodiosa expressividade. O resultado são bailarinos que arrebatam o público ao mesmo tempo com sua graça e sua bravura.

Sua primeira pupila de sucesso, Marina Semyonova, teve estréia (em 1925) vista como um marco na história do ballet soviético, “um ressurgimento da dança clássica em toda sua glória e beleza”. Alexei Yermolaev, Galina Ulanova, Vakhtang Chabukiani, Natalya Dudinskaya, Konstantin Sergeyev e Irina Kolpakova foram os pupilos mais ilustres de Vaganova e se tornaram o orgulho da dança soviética.

Após a morte de Vaganova, seu método de ensino foi preservado pelos instrutores, como Vera Kostrovitskaya. Vera preservou os ensinos de Agrippina Vaganova e os publicou de forma detalhada no livro “100 lessons in classical ballet”. Esse método é ensinado de forma massiva na Rússia e se popularizou, sendo amplamente adotado na Europa, América do Norte e outras regiões. Bailarinos formados pelo método Vaganova incluem: Anna Pavlova, George Balanchine, Mikhail Baryshnikov, Marina Semyonova, Rudolf Nureyev, Galina Ulanova, Nathalya Makarova e Irina Kolpakova.

Seu livro Os Fundamentos da Dança Clássica, publicado em 1934, tornou-se literatura obrigatória para todos aqueles que no mundo inteiro se dedicam à dança, venham ou não a ser bailarinos. Hoje o método Vaganova é o método mais amplamente utilizado para o ensino do Ballet na Rússia, sendo usado também na Europa e na América do Norte.

Em sua homenagem, a escola de ballet de São Petersburgo foi renomeada para Academia Vaganova em 1957. E assim não poderia deixar de ser! Vaganova morreu em Leningrado, em 5 de novembro de 1951, mas seu legado de bailarinos formados e professores se manteve e continua a influenciar o ballet até hoje! Como professora, Vaganova foi gentil e encorajadora, mas também exigiu precisão, atenção aos detalhes, concentração e trabalho duro. Ela incentivou seus alunos a aprender constantemente!

Ela é mais uma prova de que não precisamos de facilidades físicas para irmos longe na dança e que para ser um profissional da dança se estuda e MUITA! Minha total gratidão a ela e a todos os professores de ballet e de dança que passaram na minha vida e que muito me ensinaram e me ensinam até hoje! Se hoje eu estou aqui, além de apaixonada pelas aulas de ballet, por dançar e também por pequisar e estudar é graças a vocês!

Até o próximo post!

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3 receitas saudáveis para o seu café da manhã https://tutudaju.com/3-receitas-saudaveis-para-o-seu-cafe-da-manha/ https://tutudaju.com/3-receitas-saudaveis-para-o-seu-cafe-da-manha/#respond Thu, 10 Oct 2019 19:56:37 +0000 https://tutudaju.com/?p=1191 Oi gente! Como vocês sempre me pedem para dar dicas e falar sobre a minha alimentação, hoje separei os cafés da manhã que eu mais como no meu dia-a-dia. São receitas bem simples e rápidas de fazer! Vou deixar o vídeo do canal abaixo e logo depois dele tem as receitas por escrito. 1) CREPIOCA: […]

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Oi gente!

Como vocês sempre me pedem para dar dicas e falar sobre a minha alimentação, hoje separei os cafés da manhã que eu mais como no meu dia-a-dia. São receitas bem simples e rápidas de fazer! Vou deixar o vídeo do canal abaixo e logo depois dele tem as receitas por escrito.

1) CREPIOCA:

. 1 ovo

. 1 colher de sopa de requeijão

. 1 colher de sopa de tapioca

. orégano a gosto

2) PANQUECA DE BANANA

. 1 ovo

. 1 colher de sopa de flocos finos de aveia

. 1 banana

. 1 colher de sopa de cacau 100% em pó (opcional)

3) TAPIOCA DE BANANA

. Tapioca

. 1 banana

. Canela a gosto

. Mel a gosto

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Dicas iniciais para quem quer começar a dar aula de ballet https://tutudaju.com/dicas-iniciais-para-quem-quer-comecar-a-dar-aula-de-ballet/ https://tutudaju.com/dicas-iniciais-para-quem-quer-comecar-a-dar-aula-de-ballet/#respond Thu, 19 Sep 2019 16:45:05 +0000 https://tutudaju.com/?p=1172 Olá pessoal! Quem me acomapanha no Instagram sabe que eu dei minha primeira aula de ballet da vida esse mês! Eu estava super insegura e nervosa! Quando eu era mais nova eu dizia que eu nunca ia dar aula de na vida, que o meu negócio era fazer aula e dançar e não dar aula! […]

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Olá pessoal!

Quem me acomapanha no Instagram sabe que eu dei minha primeira aula de ballet da vida esse mês! Eu estava super insegura e nervosa! Quando eu era mais nova eu dizia que eu nunca ia dar aula de na vida, que o meu negócio era fazer aula e dançar e não dar aula! Eu nunca tinha me imaginado nessa situção, até que, por causa do curso profissionalizante, eu tive que dar aula, pq é uma das avalições! Então, meu objetivo desse post, é fazer com que você, que está pensando em começar a dar aulas de ballet agora não fique tão perdida e tão nervosa quanto eu!

Eu só dei duas aulas na vida (dei a segunda pq a primeira deu super errado!), então, se no futuro eu der aula de novo e tiver outros aprendizados, pode ser que eu atualize esse post ou faça um novo. Aqui neste post, eu separei algumas dicas com algumas coisas que me ajudaram e com os erros que eu cometi para você não cometer também! Então, vamos às dicas!

1. Assista MUITAS aulas

Se você nunca deu aula, assista MUITAS aulas! Quando a gente faz aula, normalmente estamos mais preocupados em decorar as sequencias e dar o nosso melhor, tanto para fazer a sequencia certa como a técnica certa. Geralmente não estamos prestando atenção na sequencia lógica da aula e nem pq o professor está passando aquilo daquele jeito. Assistir aulas vai te ajudar nisso: saber o que dar, como dar, pq dar. Certamente assistir aulas vai te dar base para preparar a sua da melhor forma possível.

2. Já vá dar a sua aula com as músicas na ordem

Não perca tempo da sua aula escolhendo qual música você vai usar. Além de perder tempo de conteúdo que você poderia dar, a aula se torna chata. Isso vale para qualquer nível que você for ensinar, mas mais ainda para crianças! Com crianças a gente não desperdiça tempo de aula, se não elas se distraem e perdem o interesse na aula!

Você pode, então, levar o CD com as músicas, se você tiver, ou selecionar no spotify! Quando eu fui dar a minha aula criei uma playlist com as músicas na ORDEM que eu ia usar! Então, se tocava uma música eu sabia que aquela era do plié e não do tendu, por exemplo. Não fiquei procurando qual era de qual passo. Isso ajuda MUITO!

3. Que músicas usar?

Como eu falei no tópico anterior, o spotify está CHEIO de opção. Basta procurar. Mas CUIDADO com essa escolha! Na primeira aula que eu dei, escolhi músicas meio paradas, e com tempos não muito certinhos, digamos assim. E não foi uma escolha muito adequada uma turma de Preliminar II. Se você for dar aula para crianças ou turmas iniciantes, procure escolher músicas que sejam dinâmicas, alegres e “quadradas”, que chega no meio e repete, sabe? Pq aí chega no meio e você pode repetir a mesma sequencia que começava na direita para a esquerda também. Assim é também uma forma de economizar tempo de aula.

Agora, se for para turmas mais avançadas, não tem esse problema. Só cuida de ver se a música se encaixa naquele tipo de passo. O próprio spotify tem músicas para plié, tendu, e por aí vai. Com isso, você não vai ter tanto trabalho!

4. Criando sequencias de aula

Se você nunca deu aula, pode ter a mesma preocupação que eu tive na minha primeira aula: como eu crio esse bendito tendu? O lado bom de dar aula para crianças ou iniciantes, é que as sequencias devem ser mais simples e mais curtas, de forma que os(as) alunos(as) decorem e façam. A preocupação não deve ser qual tendu eu vou dar, mas: será que elas vão conseguir decorar e fazer o passo com qualidade? Lembre-se de que crianças e iniciantes não fazem no geral passos muito fluídos, eles são sustentados e decompostos. É isso que vai dar a base dessas bailarinas. Então, procure não quebrar tanto a cabeça criando uma super sequência, investir em passos en croix vai ser ótimo! Sobrou música? Uma boa pedida pode ser pedir para que fiquem no equilíbrio, por exemplo.

Já para as alunas mais avançadas, você pode ousar um pouco mais na criatividade e exigir que decorem, porque a base já foi dada. E não pira! Pq depois que escutamos a música vai saindo! Tire o bloqueio de “não sou criativa” e se joga! A criatividade pode vir de várias inspirações: vídeos de ballet, aulas…. Por isso que quanto mais coisas assistirmos, melhor!

5. Se prepare: faça um plano de aulas

Não ache que você vai sair improvisando na sua primeira aula da vida e vai sair a sua aula perfeita, que isso não funciona! Faça um plano de aula, com toda a ordem que você quer dar e estude essa sua aula. Geralmente as aulas de ballet têm uma sequência lógica: começa na barra (que pode se começar com plié ou aquecimento), depois centro (que geralmente começa com tendu) e os saltos são só ao final e você pode terminar com uma reverência.

Mas isso tudo também depende de vários outros fatores: você pode começar com um chão para aquecer, pode fazer uma aula toda de chão, se tiver pouco tempo de aula para ensaiar depois, não vai ter toda essa sequência, e por aí vai.

Vai ser no seu plano de aula que vai ter: cada música usada, os materiais usados, se for o caso, os objetivos que você está trabalhando, etc. Mas aguardem que vai ter vídeo no canal explicando tudo isso com mais detalhes.

6. Saiba administrar o tempo da sua aula

Quanto tempo tem a sua aula? 1h? 1:30h? Você tem que, então saber distribuir todas as partes da aula nesse tempo. Se a sua aula for, por exemplo, de 1h, você pode dividir em, por exemplo, meia hora de barra e meia hora do resto. Não perca muito tempo com uma das partes para poder dar tempo de dar a outra também.

7. Atente para o conteúdo da turma

Dependendo do nível escolhido, a turma terá um determinado conteúdo. As turmas de preliminar, por exemplo, dão passos de FRENTE para a barra e estão começando a dar a primeira posição de pés. Eu não posso passar quinta posição para elas, pq isso seria queimar etapas e seria extremamente prejudicial para elas! Por isso, mais uma vez: assista aulas e estude! Assim você vai saber exatamente quais conteúdos você pode dar e quais você não pode.
Na turma de preliminar, inclusive, faz parte do conteúdo a postura e a distância do corpo para a barra (que seria o port de brás – o umbigo não deve encostar na barra)! Por isso, nessa fase, o professor deve lembrar desse tipo de correção o tempo todo!

8. Não perca tanto tempo explicando cada detalhe

Mostrar o passo e fazer correções são SIM necessários, mas não perca um tempo excessivo fazendo isso. Na minha primeira aula eu perdi muito tempo explicando os exercícios do chão e quase não deu tempo para os exercícios da barra e do centro. Além de ser mais um fator de má administração do tempo, também vai ser mais uma coisa que vai deixar a sua aula chata e fazendo os alunos perderem a atenção da aula. Mostre só um dos lados e já deixe as alunas fazerem!

9. Não deixe passar batido os erros! Corrija imeditatamente!

Sabe aquela professora de dança exigente? Seja ela agora! São esses professores que mais fazem os alunos melhorarem! Com isso quero dizer que você tem que ter um olhar crítico e não ver só se a sequência que estão fazendo está correta, mas também estão cometendo algum erro de execução. Viu um erro? Corrija imediatamente e não deixe passar. Se possível, peça para repetir da maneira correta. Se você não fizer isso, a aluna pode não assimilar a correção e continuar executando errado para sempre!

10. Saiba que a sua primeira aula não será perfeita

Somos seres humanos e não nascemos sabendo de tudo (embora os alunos possam achar isso), portanto não exija isso de si mesmo, ainda mais na primeira aula! Saiba que não vai ser perfeito de primeira (MUITO provavelmente você vai errar! E isso é normal!), saiba errar e se corrigir depois, até ir se aprimorando a cada dia e ir dando aulas melhores a cada dia! Afinal, o bom professor de ballet está sempre estudando, se atualizando e melhorando!

Esse meu post aqui é apenas um norte! Você só vai saber como você vai se sair, tentando dar aula e colocando tudo em prática!

11. Confie em si mesma!

Lembre-se de que o aluno deve confiar no professor! Em especial se as alunas forem crianças, elas acham que o professor sabe tudo, então não demonstre insegurança! Você sabe ballet!!! Confia no seu taco e vai lá encarar a sala de aula!

Evite, inclusive, levar “colinhas”. Se o aluno desconfiar que “você não sabe ou tem dúvida do que está fazendo”, ele vai se aproveitar disso de alguma maneira (pode duvidar da sua capacidade)! Então, você é última pessoa que deve desconfiar de você e demonstrar isso! Portanto, antes de dar a sua primeira aula, treine! Vai ficar mais fácil pra você e pra turma entender o que você quer passar!

12. Nunca mostre o passo no fundo da sala ou de costas pras alunas

Lembre-se de que a aula é sua e é você que está no comando naquele momento. Você tem que ter a liderança diante das suas alunas, portanto, NUNCA mostre o passo de costas para elas (ainda mais se crianças, pois elas podem não estar prestando atenção de fato e não fazer) e se você mostrar no fundo da sala, pode atrapalhar a visão delas, elas não entenderem e você não ter o controle da sala de aula e também dos possíveis erros que elas podem cometer!

 

E essas foram as dicas que eu separei com todo o carinho! Espero que agora você que me leu até aqui esteja mais preparado para a sua aula de ballet! Não cometa os mesmos erros que eu!

Até o próximo post!

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Quem é Eliza Gaynor Minden? https://tutudaju.com/quem-e-eliza-gaynor-minden/ https://tutudaju.com/quem-e-eliza-gaynor-minden/#respond Thu, 27 Jun 2019 19:51:42 +0000 https://tutudaju.com/?p=1152 Oi pessoal! Como muitos de vocês sabem, eu já uso a sapatilha de ponta da Gaynor há alguns anos (desde 2009 quando estive em San Francisco, CA em um intercâmbio) ! Mas vocês sabem sobre a sua criadora, a Eliza Gaynor Minden? Se ela era bailarina, se também dançava? Quem é Eliza? E esse post […]

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Oi pessoal!

Como muitos de vocês sabem, eu já uso a sapatilha de ponta da Gaynor há alguns anos (desde 2009 quando estive em San Francisco, CA em um intercâmbio) ! Mas vocês sabem sobre a sua criadora, a Eliza Gaynor Minden? Se ela era bailarina, se também dançava? Quem é Eliza? E esse post é sobre a história dela e de como ela pensou na melhor sapatilha de ponta do mundo, queridinha de MUITA bailarina por aí, inclusive a que está aqui escrevendo pra vcs!

Hoje, a Eliza Gaynor Minden é a dona de uma grande marca de sapatilha de ponta e dancewear, que é usada por muitos bailarinos mundo a fora. Mas a história dela com a dança começa muito antes disso.

Nessa foto é a própria Eliza ao 15 anos de idade! Então, SIM! A criadora da Gaynor fez ballet!!!  O ballet era parte da sua família. Ela nasceu em Boston, Massachusetts, em 1959. Cresceu em Southport, Connecticut, onde foi incentivada a dançar por sua mãe, uma professora de ballet em Connecticut. 

Eliza estudou técnicas da Cecchetti e da Royal Academy of Dancing em estúdios em sua cidade natal, Southport, Connecticut, e recebeu mais treinamento de ballet na Jacob’s Pillow e em Nova York. Ela cresceu em uma família amorosa de ballet com um estúdio de dança em sua casa. Sua mãe era uma professora de balé da RAD que fundaria a Escola de Dança de Connecticut; sua irmã se formou na Escola de American Ballet e dançou profissionalmente.

Minden estudou ballet durante toda a sua juventude, mas decidiu ir para a faculdade e o ballet tornou-se um passatempo alegre. Ela era uma amadora ardente. Na faculdade conseguiu um diploma de bacharela pela Universidade de Yale. Depois da faculdade, trabalhou em Administração de Artes. Uma das coisas que fez foi trabalhar na gestão de companhias de dança e descobriu que as sapatilhas tradicionais, que normalmente duram apenas uma performance, eram uma fonte de grande frustração financeira para essas organizações. Essas companhias, muitas das quais sem fins lucrativos, seriam forçadas a comprar novas sapatilhas regularmente para cada bailarina, adicionando milhares de dólares às suas despesas gerais. Minden, um atleta com experiência em vela, windsurf e esqui, sabia que muitos materiais modernos haviam sido incorporados ao equipamento para esses esportes – por que não para o ballet também? Ela começou a trabalhar em projetos para um novo tipo de sapatilha de ponta, incorporando materiais avançados. Ela foi capaz de aproveitar o conhecimento de desenvolvimento de produto e fabricação que adquiriu através do negócio de iluminação energeticamente eficiente de sua família.

Eliza sempre ficava irritada por as sapatilhas de ponta serem tão dolorosas e, uma vez que começou a apreciar a economia do mundo do ballet, ficou ainda mais irritada porque comprar sapatilhas é tão caro. Ela sempre teve a impressão de que se as sapatilhas de ponta fossem mais confortáveis  durariam mais. Então, começou a aprender mais sobre lesões de ballet e percebeu que as bailarinas têm lesões no pé e no tornozelo que os dançarinos do sexo masculino não têm, e os bailarinos clássicos têm lesões que os dançarinos modernos não têm. Ela pensou claramente que isso está relacionado ao trabalho de ponta e que algo poderia ser feito para tornar os sapatos mais úteis ou, pelo menos, menos prejudiciais.

Com essas idéias em mente, decidiu que deveria tentar melhorar a sapatilha de ponta e começou a pesquisar e explorar, abrindo cada sapatilha de ponta que ela conseguia colocar em suas mãos. Ela literalmente as cortou ao meio. Ela usou a serra de fita do irmão e ele ficou bravo porque ela entortou a lâmina. Mas o que ela encontrou no interior a fez resolver para tentar fazer melhor, porque os materiais de fabricação nas sapatilhas de ballet não mudaram em nada desde a virada do século passado. Ainda são papelão, couro, serapilheira, pasta, papel, cola e pregos. Estes foram os melhores materiais que estavam disponíveis em 1905, mas o design de sapatilhas de ponta não acompanhou os desenvolvimentos do século XX. Esse é o problema com eles. Eles são dolorosos e barulhentos e não duráveis ​​e não protegem o pé. Mas tendo crescido aproveitando os benefícios da tecnologia quando se trata de equipamentos e roupas para esportes, eu pensei bem, certamente materiais melhores poderiam ser aplicados a sapatilhas de ponta. E esse foi o início de uma jornada de oito anos pesquisando e desenvolvendo um sapato de ponta usando materiais modernos.

O projeto tornou-se mais complexo do que ela previra. Ela criou centenas de protótipos, testando-os em diferentes superfícies de piso, em vários climas e com dançarinos de diferentes formas, tamanhos e habilidades. Ela também procurou o conselho de especialistas médicos com especialização no tratamento de bailarinos. Ela fez o máximo que pôde com suas próprias mãos, mas quando ela precisou de um componente moldado para a parte de apoio do sapato – a haste / caixa do dedo do pé – a idéia era substituir o papelão, couro ou aniagem normalmente usado com um material plástico avançado chamado elastomérico. Este componente teve que ser moldado. Um amigo conectou-a com alguém que fez moldes para que ela conseguisse um protótipo de molde.

Para aperfeiçoar o design, ela mesma modificou as partes do protótipo moldado e fixou várias espumas de absorção de choque em diferentes áreas. Finalmente, ela pegou o que havia feito, que era o interior do sapato, a um sapateiro feito sob encomenda para que o envolvessem em cetim e colocasse uma sola externa sobre ele. Ela só podia dar ao luxo de fazer um único sapato de cada vez. Minden passou uma década em pesquisa e desenvolvimento e, finalmente, valeu a pena.

“Eu fiz tudo sozinha. E isso foi antes da internet. É por isso que demorou oito anos. Eu tive uma vantagem em que a empresa familiar que é dirigida por meu pai é uma empresa de manufatura. Desde a infância, tenho estado familiarizado com a forma como você fabrica fisicamente um produto. Eu poderia visualizar, bem, OK, esta é uma peça moldada e a máquina de moldagem se parece com isso, e se você montar essa peça, parece que é assim. Meu avô e meu pai são inventores e têm patentes, então era normal eu pensar que poderia ter uma ideia, criar um protótipo e produzi-lo. Isso não foi psicologicamente assustador. Eu cresci com exemplos positivos de como você faz isso. Fazer a pesquisa e o desenvolvimento reais foi muito difícil porque eu tive que literalmente fazer um sapato de cada vez. Eu tentei primeiro no meu próprio pé e depois no pé da minha irmã e, em seguida, se nós dois gostássemos, eu levaria para dançarinos em Nova York e tentaria persuadi-los a colocar os pés naquilo que na época era uma espécie de coisa de aparência maluca.Na época, eu não estava usando cetim rosa lindo do lado de fora. Eu estava usando qualquer coisa que eu pudesse colocar minhas mãos. Mas aquele processo de tentativa e erro acabou resultando em protótipos que funcionaram e eu comecei a fazer pares de sapatos e ter mais e mais dançarinos testando-os e foi assim que chegamos ao Gaynor Minden original.”

 

Ela ganhou duas patentes no design final, que ela introduziu em abril de 1993. Os sapatos são confortáveis, absorventes de choque e duram de três a seis vezes mais do que outras marcas de sapatilhas de ponta, enquanto mantêm a tranquilidade e a flexibilidade do estilo tradicional. – Eles prometem ter a durabilidade entre 100mil a 250mil relevés!!! 

Com seu marido, John Minden, um ex-executivo de publicidade, ela formou a Gaynor Minden, Inc. para produzir e comercializar os sapatos. Ela começou indo a todas as principais escolas de dança, companhias de dança e programas de dança de verão para dar palestras sobre a história da dança dos pés, o que seguiria em uma explicação da construção de calçados e culminaria em um discurso de vendas e uma chance de experimentar amostras.

A Gaynor Minden abriu suas portas numa loja física em Nova York em 1993 (que hoje tem que agendar um horário para poder visitar), depois de ter crescido em sua primeira casa no pequeno apartamento de John e Eliza Minden em Manhattan. Eles tinham um funcionário em tempo parcial e um produto: a sapatilha de ponta patenteada que Eliza Minden havia desenvolvido nos oito anos anteriores – a primeira modernização bem-sucedida do calçado icônico do ballet.

Hoje a Gaynor Minden é uma marca global, disponível em centenas de lojas especializadas em dança em todo os EUA, bem como através de vários distribuidores no exterior. Embora ainda seja uma empresa familiar, tem escritórios em três continentes e, finalmente, enviam para 85 países e mais de 200 empresas profissionais. Gaynor Mindens são usadas ​​em quase todas as maiores companhias de ballet do mundo, incluindo o American Ballet Theatre, o Royal Ballet da Inglaterra, o Paris Opera Ballet, o Bolshoi Ballet, o Mariinsky Ballet, o Royal Danish Ballet, o Dutch National Ballet, o São Francisco, o Houston, e Boston Ballet, etc.

A original Gaynor Mindens tinha o box duro e estava disponível apenas com algumas escolhas apropriadas. Agora oferecem uma gama bastante ampla de opções, incluindo hastes e caixas ultra-flexíveis, um estilo de ponta estreito para o encaixe mais elegante possível, tamanhos maiores para os pés maiores de hoje, ponteiras embutidas de camurça para maior durabilidade e tons de marrom como cetim rosa, para as mais diversas tonalidades de pele das bailarinas. Além disso, oferecem também ampla personalização adicional por encomenda especial.

As sapatilhas de ponta da Gaynor são fabricadas, como sempre, em Lawrence, Massachusetts, em um processo que combina a habilidade artesanal com a mais recente tecnologia de calçados. Está em um prédio da fábrica do século XIX que foi recentemente atualizado com energia solar. (é uma boa analogia para atualizar um sapato do século XIX com materiais modernos.)

E ainda depois de toda essa história, em 2005 Eliza escreveu o livro “Ballet Companion“, que eu já mencionei neste blog antes aqui. Este livro não conta a história da Eliza que contamos aqui. Ele é um apanhado de tudo aquilo que todo bailarino deve saber: a história do ballet, o que fazer para começar a dançar ballet, o que esperar das aulas, quando começar a usar pontas, alimentação da bailarina, lesões, atividades complementares ao ballet, como se preparar para audições, posições dos pés, posições dos braços em cada escola, dicas para  melhorar alguns passos, e muito mais!

Além do livro, a Gaynor gerencia uma campanha chamada “Eat right” para conscientizar e educar bailarinos sobre a sua alimentação e os possíveis distúrbios alimentares há mais de uma década!

 

É ou não é de se admirar a história dessa mulher?

Ela provou que uma bailarina amadora pode ser o que quiser e ser reconhecida no mundo todo!!!!

Eu AMEI estudar a sua história! E vocês?

 

Se você gostou, a Gaynor está escolhendo a sua Gaynor Girl (uma menina que irá representar a marca) deste ano! Marque a @gaynorminden neste vídeo meu do instagram! https://www.instagram.com/p/By_bN0jgMth/?utm_source=ig_web_button_share_sheet

 

FONTES:

https://lemelson.mit.edu/resources/eliza-gaynor-minden

Meet The Team

Eliza Gaynor Minden

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De onde vem desejar merdão antes da apresentação de ballet? https://tutudaju.com/de-onde-vem-desejar-merdao-antes-da-apresentacao-de-ballet/ https://tutudaju.com/de-onde-vem-desejar-merdao-antes-da-apresentacao-de-ballet/#respond Thu, 23 May 2019 19:41:19 +0000 https://tutudaju.com/?p=1140 Olá pessoal! Para quem já tem o contato com o palco, o mínimo que seja, com certeza já ouviu os bailarinos desejarem “merda”, “merdão”, “muita merda pra você” ao invés de “boa sorte”! Isso virou uma tradição no mundo da dança e no teatro e eu não sabia muito bem o por quê! Vocês sabem? […]

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Olá pessoal!

Para quem já tem o contato com o palco, o mínimo que seja, com certeza já ouviu os bailarinos desejarem “merda”, “merdão”, “muita merda pra você” ao invés de “boa sorte”! Isso virou uma tradição no mundo da dança e no teatro e eu não sabia muito bem o por quê! Vocês sabem? É sobre isso que vou falar aqui hoje

1. Origens dessa tradição

O fato é que eu já tinha escutado alguma história ou outra sobre de onde vem essa tradição um tanto quanto estranha, de desejar uma palavra que se estivesse em outro contexto seria algo ruim, mas que dentro do ballet e em outras expressões artísticas é algo bom. Acontece que pelas minhas recentes pesquisas eu acabei encontrando basicamente duas possibilidades que explicam essa superstição que me parecem bem plausíveis, mas ainda não sei se existe alguma delas que é a correta.

A primeira delas diz que essa coisa de desejar “merda” pro outro antes de dançar vem lá da França do século XIX. Na época, a única forma de locomoção das classes mais ricas frequentadoras de teatros e outros movimentos artísticos eram as carruagens. Por isso, quando uma companhia de teatro sentia o forte odor de excremento de cavalos, dos camarins, podia estar certo que a casa estava cheia. Quanto maior o cheiro de cocô de cavalo, consequentemente, maior o número de espectadores naquela noite. Com isso, passou a desejar-se ‘Merde’ antes das apresentações.

A expressão acabou sendo levada para outras regiões da Europa. ‘Merda’, em italiano, ‘Mierda’, em espanhol, e, finalmente, ‘Merda’ em português. O termo em francês fez tanto sucesso que foi apropriado pelo dramaturgo inglês William Shakespeare e se tornou, praticamente, votos de boa-sorte universal para qualquer artista.

Outra possível origem histórica desta tradição é que um ator iria apresentar a peça mais importante de sua vida e estava super nervoso, pois na platéia estariam os mais importantes críticos da cidade. No percurso de sua casa ao teatro encontrou muitos obstáculos. Primeiro, deparou-se com um incêndio, teve que desviar e acabou se perdendo. Mas conseguiu chegar ao teatro. Na porta do teatro para completar, pisou em um cocô. Entrou, atuou e saiu muito feliz com a melhor atuação de sua vida. Assim, a expressão “merda” tem o mesmo significado de boa sorte e é  sempre usada antes das apresentações.

2. Expressões equivalentes em outros países

Apesar de até Shakespeare ter usado a expressão “merda”, a colônia inglesa, os Estados Unidos não aderiram e até hoje não reconhecem “merde” como boa sorte antes de uma apresentação. Eles usam outra expressão: “break a leg”, ou seja, “quebre a perna”. Mas o que quebrar a perna pode trazer de boa sorte para um ator?

Uma possível história que explica a origem do “break a leg” é que um irlandês, de nome Robert Wilson Lynd, escreveu em 1º de outubro de 1921 um artigo na revista inglesa New Stateman, onde ele dizia que o teatro é o segundo lugar mais supersticioso, perdendo apenas para as corridas de cavalo. Para ele, desejar Sorte a uma pessoa de sorte anularia a maré boa, então, seria preciso desejar alguma coisa ruim para que a sorte se sobressaísse. Sendo assim, por sugestão do que ele disse no artigo, o termo “break a leg”começou a se repercurtir: “Você deve dizer algo insultante, como quebre a perna! ”, dizia.

Outra teoria dá conta de que o “quebre a perna” seja uma tradução mal feita da língua Yiddish para o alemão: a frase “Hatsloche un Broche”, que significa “sucesso e bênçãos”, teria uma fonética parecida com “Hals un Beinbruch”, que em alemão significa “quebre o pescoço e a perna”. Documentos históricos mostram que era praticamente obrigatório os pilotos alemães, durante a Primeira Grande Guerra, reproduzirem “Hals un Beinbruch ” antes de um vôo, desejando erroneamente pelo sucesso e as bênçãos em Yiddish.

Essa expressão teria despertado a curiosidade dos pilotos dos Estados Unidos, que a levaram simplificadamente como “quebre uma perna” (já que quebrar o pescoço é muito mais danoso e, às vezes, com sequelas irrecuperáveis).

Além dos Estados Unidos, outros países não dizem ‘merda’ para desejar boa sorte no teatro.

Na Alemanha, “toi toi toi” era costumeiro. “Toi toi toi” é uma frase de origem alemã e iídiche, destinada a emular cuspir para afastar os maus espíritos. Durante o auge das óperas alemãs, os atores diziam “Toi toi toi “, batiam na madeira três vezes e cuspiam no chão para espantar os demônios.  A expressão seria uma forma que os alemães entendiam a um dito hebraico “rotwelsch tof “, que significa ‘sai diabo’. Como eles não sabiam reproduzir a fonética disso, ficou “toi toi toi ”, mesmo. Os cantores de ópera adotaram essa tradição antes dos shows e, finalmente, se transformaram em cultura de ballet. “É como cuspir, geralmente atrás do ouvido do colega a quem você está dando bons desejos”.

A expressão italiana “em bocca al lupo” significa “na boca do lobo”, e o receptor deve responder “crepi il lupo”, que significa “que o lobo morra”. Originário do teatro e da ópera italianos, este é outro por exemplo, como “merde” e “quebrar uma perna”, desejando uma situação desagradável a um intérprete para não causar um bom espetáculo.

Na Austrália, os artistas dizem uns aos outros “chookas”. A origem da palavra é obscura, mas é provavelmente uma variante do “chook” ou do frango. O frango costumava ser considerado uma refeição cara, e a idéia era desejar um bom espetáculo para que os artistas fossem pagos (e depois comessem) bem. Ou seja, deseja-se sucesso, para o ator ter dinheiro para comprar um belo jantar.

Na Rússia, com uma cusparada para afastar os maus espíritos, os artistas desejam boa sorte antes de uma apresentação dizendo ‘tfu tfu ‘, claramente uma onomatopeia do barulho que o cuspe faz.

 

E vocês? Conheciam todas essas histórias?

Eu descobri agora e espero que vocês tenham gostado tanto dessas curiosidades quanto eu!

Até o próximo post!

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Uma programação cheia de coisa boa para o Dia Internacional da Dança https://tutudaju.com/uma-programacao-cheia-de-coisa-boa-para-o-dia-internacional-da-danca/ https://tutudaju.com/uma-programacao-cheia-de-coisa-boa-para-o-dia-internacional-da-danca/#respond Wed, 24 Apr 2019 15:14:43 +0000 https://tutudaju.com/?p=1116 Olá pessoal! O dia internacional da dança está chegando! Esta data é comemorada no dia 29 de abril. Já teve um post aqui no blog sobre o porquê desse dia. Então, o motivo deste post aqui na verdade é outro. Estou com uma programação para vocês com MUITA dança em homenagem a esse dia. Vamos […]

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Olá pessoal!

O dia internacional da dança está chegando! Esta data é comemorada no dia 29 de abril. Já teve um post aqui no blog sobre o porquê desse dia. Então, o motivo deste post aqui na verdade é outro. Estou com uma programação para vocês com MUITA dança em homenagem a esse dia. Vamos a ela:

1. Curso de Psicologia da Dança

É um curso para ajudar os bailarinos a lidarem com as suas emoções na dança, tais como medos e ansiedades. Esse curso é ministrado pela Maria Cristina Lopes, mestranda na Universidade de Coimbra em psicologia do desenvolvimento. Ele é totalmente online e tem certificação, pois é um curso de atualização profissional. É para todos os profissionais que trabalham ou desejam trabalhar com dança, tais como bailarinos profissionais, professores de dança, terapeutas e psicólogos.

A turma começa no dia 29, mas as matrículas se encerram nesta quinta, dia 25 de abril de 2019, pelo site. Se você se interessou, clica nesse link aqui e usa o meu cupom TUTUDAJU10 que ele te dará descontos nas mensalidades do curso! Lembrando que os alunos do curso receberão os mimos da foto, pensados pela própria Maria Cristina.

2. Petite Danse de portas abertas

A minha escola de dança, Petite Danse, estará de portas abertas dos dias 24 a 30 de abril! Isso significa que quem é aluno e também quem não é poderá fazer aulas gratuitas de qualquer modalidade e em qualquer unidade durante esses dias. Entra lá no site e veja quais turmas você gostaria de fazer, chega mais cedo para fazer um cadastro na secretaria e você pode dançar a vontade! Essa é uma ótima oportunidade para quem sempre quis conhecer a Petite e sempre quis fazer aulas lá!

3. Semana da Dança no SPDRJ

Para quem também ama dança e não só ballet clássico essa é outra boa oportunidade! O Sindicato dos profissionais da dança do Rio de Janeiro (SPDRJ) está realizando a Semana da Dança. Você poderá, pagando os respectivos valores, fazer aulas das mais diversas modalidades e também participar das rodas de conversa.

Esse evento ocorre dos dias 26 a 28 de abril no Centro Coreográfico no Rio de Janeiro e você pode escolher por fazer uma aula, ou ainda fechar pacotes para cinco ou dez aulas. Mas deve mandar antes o email para o sindicato no email da foto acima!!!

Para mais detalhes, veja o Facebook ou o Instagram do Sindicato que vai ter muiiiita coisa rolando por lá!

4. Fitting da sapatilha de ponta Performance na Ana Botafogo Maison

Vocês já me perguntaram muito sobre a sapatilha Perfomance da Pas Classique da Cecilia Kerche. Eu nunca experimentei a sapatilha. Essa é uma ótima oportunidade para conhecer a sapatilha e também essa bailarina magnífica!

A nova loja da Ana Botafogo, a Ana Botafogo Maison, fará um fitting dessa sapatilha no próximo sábado, dia 27 de abril de 2019, às 10:30h! E a própria Cecilia Kerche e o Pedro Paulo Kraszczuk, marido da bailarina e idealizador da sapatilha, estarão lá na loja para provar a sapatilha em quem quiser!

Para mais informações acompanhe o Instagram da loja!

 

E aí? Gostaram? Quem vamos?

 

Até o próximo post!

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As posições dos braços em cada método do ballet clássico https://tutudaju.com/as-posicoes-dos-bracos-em-cada-metodo-do-ballet-classico/ https://tutudaju.com/as-posicoes-dos-bracos-em-cada-metodo-do-ballet-classico/#comments Thu, 18 Apr 2019 22:25:37 +0000 http://tutudaju.com/?p=705 Oi bailarinos e bailarinas que acompanham o Tutu da Ju! Esse post estava guardadinho nos meus rascunhos há mais de um ano e eu não publicava ele! A verdade é que eu me sentia insegura e não achava as imagens corretas; mas como esse ano eu já comecei meus estudos em terminologia na Petite, aprimorei […]

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Oi bailarinos e bailarinas que acompanham o Tutu da Ju!

Esse post estava guardadinho nos meus rascunhos há mais de um ano e eu não publicava ele! A verdade é que eu me sentia insegura e não achava as imagens corretas; mas como esse ano eu já comecei meus estudos em terminologia na Petite, aprimorei meus conhecimentos e agora ficou mais fácil falar do assunto!

Para quem ainda não viu, eu já fiz um post explicando cada detalhe que considero importante nas posições dos braços do ballet, não vou explicar de novo, para não ficar maior do que já está ok? Mas nele não falei qual posição é qual, pois em cada método tem as suas posições. Também não vou me alongar aqui na discussão se o correto é usar o termo “método” ou “escola”, pois não considero essa discussão tão importante assim na prática. Vou usar os dois termos como sinônimos para simplificar.

Neste post selecionei os 4 métodos básicos (Francês, Italiano, Russo e Inglês) e vou descrever cada uma das posições dos braços nesses métodos do ballet! Dependendo de cada escola, as posições dos braços são diferentes e isso pode dar um nó na cabeça da gente que dança. Então, o objetivo aqui é tentar tornar mais fácil, com explicações mais simples e imagens.

 

1) Método Francês (École Française):

a) Bras au repos: é a posição preparatória da Escola Francesa. Nesta posição, os dois braços estão arredondados, as mãos quase tocam as coxas e os dedos quase se tocam.

b) Primeira Posição: os braços também estão arredondados e os dedos também quase se tocam. Mas a altura das mãos é aproximadamente na direção do umbigo.

c) Segunda Posição: os braços estão arredondados, mas totalmente afastados. Eles se localizam ao lado do corpo, sem deixar passar da linha dos ombros e será um pouco abaixo dos ombros que eles devem estar.

d) Terceira Posição: braços arredondados, sendo que um deles está acima da cabeça e o outro ao lado do corpo.

e) Quarta Posição: com os braços arredondados, um está na direção do umbigo e o outro acima da cabeça, não deixando-os passar do meio do corpo.

f) Quinta Posição: nesta posição os braços estão arredondados acima da cabeça, com os dedos quase se tocando, sem deixar passar para trás da cabeça. O ideal é enxergar um pouco os dedos apenas olhando para eles com o movimento dos olhos.

 

2) Método Italiano (Cecchetti):

Resultado de imagem para posicoes bracos ballet escola francesa

a) Primeira Posição: os braços estão arredondados, mas ao invés dos dedos quase se tocarem, na verdade, os braços estarão mais afastados, de forma que os dedos quase tocam na parte de fora das coxas.

b) Segunda Posição: igual ao método francês. Os braços estão arredondados, mas totalmente afastados. Eles se localizam ao lado do corpo, sem deixar passar da linha dos ombros e será um pouco abaixo dos ombros que eles devem estar.

c) Demi-seconde: os braços também estão ao lado do corpo, mas dessa vez não estão arrendondados, e sim, esticados com as palmas das mãos viradas para baixo e se posicionam numa diagonal para baixo.

d) Terceira Posição: é uma junção da primeira posição com a demi-seconde. Ou seja: um dos braços está arredondado ao lado do corpo quase tocando a coxa e o outro esticado com a palma da mão para baixo numa diagonal.

e) Quarta Posição En Avant: um dos braços está arredondado ao lado do corpo um pouco abaixo dos ombros e o outro, arredondado à frente do corpo, mais ou menos na altura do umbigo.

f) Quarta Posição En Haut: parecida com a anterior, mas o braço que estava na frente agora vai para acima da cabeça.

g) Quinta Posição En Bas: os dois braços estão arredondados com os dedos quase se tocando e quase toca as coxas com o mindinho.

h) Quinta Posição En Avant: os dois braços estão arredondados com os dedos quase se tocando mais ou menos na direção do umbigo.

i) Quinta Posição En Haut: os dois braços estão arredondados com os dedos quase se tocando acima da cabeça.

 

3) Método Russo (Vaganova)

a) Preparatória: os dois braços estão arredondados com os dedos quase se tocando e quase toca as coxas com o mindinho.

b) Primeira Posição: os dois braços estão arredondados com os dedos quase se tocando mais ou menos na direção do umbigo.

c) Segunda Posição: os braços estão arredondados, mas totalmente afastados. Eles se localizam ao lado do corpo, sem deixar passar da linha dos ombros e será um pouco abaixo dos ombros que eles devem estar.

d) Terceira Posição: os dois braços estão arredondados com os dedos quase se tocando acima da cabeça.

OBS1: Também teremos a quarta posição do Bolshoi, que é a mesma quarta posição do método francês.

OBS2: E também outras posições que serão fusões (ex: fusão da primeira posição com a terceira posição – mesma da terceira posição da Escola Francesa.)

 

4) Método Inglês (Royal)

a) Primeira Posição: os dois braços estão arredondados com os dedos quase se tocando mais ou menos na direção do umbigo.

b) Segunda Posição: os braços estão arredondados, mas totalmente afastados. Eles se localizam ao lado do corpo, sem deixar passar da linha dos ombros e será um pouco abaixo dos ombros que eles devem estar.

c) Terceira Posição: um dos braços está arredondado ao lado do corpo um pouco abaixo dos ombros e o outro, arredondado à frente do corpo, mais ou menos na altura do umbigo.

d) Quarta Posição: parecida com a anterior, mas o braço que estava na frente agora vai para acima da cabeça.

e) Quinta Posição: os dois braços estão arredondados com os dedos quase se tocando acima da cabeça.

OBS1: Também teremos a demi seconde, a preparatória (ou bras bas) e a quarta cruzada (igual ao método francês).

OBS2: Também teremos a terceira e a quarta posição em oposição. Na terceira posição em oposição o braço que está na frente será oposto à perna que está na frente. Na quarta em oposição é o mesmo raciocínio, mas com o braço acima da cabeça.

 

E essas são as posições existentes nos principais métodos de ballet. Vcs conheciam todas elas? Qual o método de ensino que a sua escola de dança usa?

 

Até o próximo post!!!

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Vlog de Ensaio Fotográfico de Ballet na Urca https://tutudaju.com/vlog-de-ensaio-fotografico-de-ballet-na-urca/ https://tutudaju.com/vlog-de-ensaio-fotografico-de-ballet-na-urca/#respond Tue, 16 Apr 2019 13:55:35 +0000 https://tutudaju.com/?p=1134 Oi pessoal! Na semana passada fiz umas fotos que ficaram simplesmente LINDAS na Urca aqui no Rio de Janeiro. Transformei esse dia num vlog, que ficou imperdível! Para ver como ficou, veja o vídeo logo abaixo! Fui fotografada pela Mari Salles e usei uma saia feita pela Mari Neves do Ponto e Costura. O ensaio […]

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Oi pessoal!

Na semana passada fiz umas fotos que ficaram simplesmente LINDAS na Urca aqui no Rio de Janeiro. Transformei esse dia num vlog, que ficou imperdível!

Para ver como ficou, veja o vídeo logo abaixo!

Fui fotografada pela Mari Salles e usei uma saia feita pela Mari Neves do Ponto e Costura. O ensaio começou de tarde e foi até a última luz do dia. Começamos pela praia vermelha, partimos para a pista Claudio Coutinho e, por último, fomos para a Mureta da Urca para pegar o por do sol! As fotos ficaram INCRÍVEIS!

Tenho que agradecer as duas Maris por isso! A Mari Neves por topar na hora quando eu pedi para ela fazer uma saia pra mim! Eu sempre quis ter uma saia longa que desse um efeito esvoaçante para as fotos e ela fez pra mim em apenas UM DIA! Ela escolheu a cor do tecido comigo por whatsapp e me entregou no dia seguinte no ballet e eu AMEI!

A Mari Salles, pelas fotos LINDAS! A Mari é uma fotógrafa muiiiito paciente! Topou todas as minhas ideias e as do meu namorado; topou todas as sugestões de poses e lugares; e aceitava repetir sem hesitar todas as vezes que eu não gostava de um detalhe na foto! Por isso, o resultado não poderia ser melhor do que esse! Um ensaio simplesmente IMPECÁVEL! EU AMEI! E espero que você ame também!

Procurem as duas no Instagram para conhecer mais o trabalho delas:

@pontoecostura

@marisallesballetphoto

 

Até o próximo post!

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Conheça a Sapatilha de Ponta Pirouette da Evidence https://tutudaju.com/conheca-a-sapatilha-de-ponta-pirouette-da-evidence/ https://tutudaju.com/conheca-a-sapatilha-de-ponta-pirouette-da-evidence/#comments Thu, 04 Apr 2019 13:29:21 +0000 https://tutudaju.com/?p=1130 Olá bailarinos e bailarinas que me acompanham! Há quase um ano ganhei da Evidence Ballet uma ponta deles, a Pirouette e estava devendo para vocês um review com as minhas impressões! Finalmente esse review está no canal! Vou deixar o vídeo abaixo e logo depois alguns detalhes por escrito! – É uma sapatilha única do […]

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Olá bailarinos e bailarinas que me acompanham!

Há quase um ano ganhei da Evidence Ballet uma ponta deles, a Pirouette e estava devendo para vocês um review com as minhas impressões!

Finalmente esse review está no canal! Vou deixar o vídeo abaixo e logo depois alguns detalhes por escrito!

– É uma sapatilha única do mercado nacional, que se destaca pelo seu material, conforto e design inovador.

  • Material do box: polieturano – o mesmo usado nas sapatilhas de ponta da Gaynor.
  • Cetim: 77% poliéster e 23% algodão
  • Durabilidade: de 3 a 6 vezes mais do que as tradicionais.
  • Conforto extra com palmilha encapada e almofadada.
  • Box em 90 graus, permitindo entrar no eixo com facilidade
  • Sola 3/4, valorizando o arco do pé (a sola não vai até o final do calcanhar).
  • A sola já tem uma curvatura natural (o que faz lembrar a Gaynor também), facilitando o trabalho de subir na ponta.
  • Acompanha biqueiras de couro e um kit com elástico e fitas (que também são elásticas)
  • Acompanha saquinho em mochilinha da cor do cetim escolhido

– A Evidence disponibiliza um vídeo no Youtube ensinando a costurar as sapatilhas de uma forma diferente.

– Numeração:

  • normalmente ela será aproximadamente um número acima da sua meia ponta. (exemplo: Eu calço 33/34. Minha sapatilha de meia ponta é 34. A minha Pirouette é 35). Mas isso pode variar dependendo da ponteira que você usa. Eu uso aquela de silicone fininha da Capezio. Se a sua for uma grossa, você provavelmente precisará usar uma sapatilha maior.
  • Vai de 34 a 42, variando de meio em meio número

– Outra variação dessa sapatilha é a dureza, que existem 4 tipos:

  • 2mm – a mais fraca, mas mesmo assim bastante resistente.
  • 3mm – intermediária, sendo essa resistência já é associada ao saco verde (mais dura) da Gaynor
  • 4mm – forte
  • 5mm – é a super-reforçada

– Outra variedade que você também poderá escolher é a cor do cetim, que poderá ser:

  • Rosa – a do vídeo acima
  • Salmão
  • Fosca – sem brilho

– Há ainda a possibilidade de escolha de 2 larguras de Box:

  • Normal – para pés não muito finos a médios (para pés muito finos pode ser que a sapatilha fique um pouquinho larga)
  • Largo – para pés mais largos

– Cuidados aconselhados com a sua sapatilha:

  • Não guardar suada ou molhada, após o uso deixe-as secando em um local arejado e fresco.
  • Para limpar o cetim, usar pano com tira manchas e passar sobre a sujeira.
  • Para limpar as fitas, lavar somente com sabão neutro, mas cuidado para não molhar a ponta.

 

E esses eram os detalhes da sapatilha! Até o próximo post!

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O que fazer para se sentir mais confiante no ballet https://tutudaju.com/o-que-fazer-para-se-sentir-mais-confiante-no-ballet/ https://tutudaju.com/o-que-fazer-para-se-sentir-mais-confiante-no-ballet/#respond Tue, 19 Mar 2019 18:09:41 +0000 https://tutudaju.com/?p=1070 Oi pessoal! Mês passado eu recebi no meu whatsapp uma pergunta de uma seguidora que queria saber como se sentir mais confiante no ballet. Depois dessa mensagem, também fiz essa pergunta nos meus stories do Instagram que vocês me responderam o que vocês fazem. Antes de entrar mais no assunto, lembro que já fiz um […]

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Oi pessoal!

Mês passado eu recebi no meu whatsapp uma pergunta de uma seguidora que queria saber como se sentir mais confiante no ballet.

Depois dessa mensagem, também fiz essa pergunta nos meus stories do Instagram que vocês me responderam o que vocês fazem.

Antes de entrar mais no assunto, lembro que já fiz um post parecido com esse, mas mais voltado para o palco. Esse aqui vai ser mais para a sala de aula mesmo. Mas acaba que ajuda nos dois. Para ver o outro post, clique aqui!

Neste post, então, vou organizar um compilado de dicas com base nas minhas experiências e com base nas experiências do seguidores do Insta!

Vamos a elas:

1. Seja positivo

Você pode até não acreditar nisso, mas funciona SIM! Sabe quando o professor passa um passo e você pensa: “Ah, eu não consigo!”  ou “Eu NUNCA vou conseguir fazer isso!” ou ainda “só sai se o santo ajudar”. É nesse tipo de pensamento que tudo começa! As palavras e pensamentos têm um poder que a gente não faz ideia e você pode controlá-los SIM!!!

A partir de agora, está proibido dizer “Eu não consigo”! Estamos combinados? Você vai trocar isso por “eu vou conseguir”, “eu vou treinar até acertar”! E pode não ser de primeira vez que você vai aplicar esse pensamento que você vai conseguir (afinal, não é mágica! E o ballet requer muito treino! Lembre-se do ditado clichê: “A única coisa que cai do céu é chuva!”), mas se você continuar pensando que não vai conseguir, aí que você não vai conseguir mesmo!

Nosso corpo e nossa mente absorvem os nossos pensamentos! Portanto PARE DE SE AUTOSSABOTAR E DE SE AUTOLIMITAR!!! VOCÊ PODE TUDO!!!! Não se menospreze mais!!!

2. Se afaste de pessoas negativas

Na mesma linha de se manter positivo, já pensou no que acontece com a gente quando convivemos bastante tempo com pessoas negativas? O quanto a gente se sente esgotado com esse tipo de pessoa? É porque esse tipo de gente gasta nosso tempo e nossa energia!

Portanto, se você tem aquele amigo que fica “eu não consigo”, “eu sou ruim” ou até mesmo tenha uma certa negatividade escondida atrás de um elogio, como “ah você é linda, mas não é nenhuma Zakharova”, corre! Sério! Se não for possível cortar essa pessoa da sua vida, tenha o menor contato possível!

Pode parecer grosseiro ou mal educado! Mas já tem tanta coisa pra ocupar o nosso tempo e que nos desgasta, não precisamos de mais não é?

Se você conviver muito com amigos assim, além de consumir muito o seu tempo e a sua energia, você pode acabar, pelo simples convívio, se tornar alguém assim também e dificilmente conseguirá alcançar seus sonhos e correr atrás deles ou ainda continuar acreditando neles.

Sabe? Você pode acabar tendo os mesmos pensamentos e as mesmas reclamações e se autossabotando mais ainda e não é isso que você quer, não é? 

3. Comemore cada conquista sua

Você pode até não ser nenhuma Zakharova! Mas deixe isso pra lá! Lembre-se de cada conquista sua! Porque mesmo que você não seja essa Zakharova toda, você com certeza tem as suas conquistas na dança! Lembre-se delas sempre! E mais: lembre-se de que se você conseguiu essa conquista você pode conseguir ainda mais!

Quais foram as suas conquistas na dança? Fazer uma pirueta completa na ponta? Fazer fouettes? Dançar um solo? Lembre-se de que foi sim difícil pra chegar até ela, mas que você conseguiu! Você pode mais!

No meu caso, a minha última conquista foi que eu finalmente consegui fazer promenade na ponta no pas de deux. Eu comecei minhas aulas de pas de deux em janeiro de 2018 em um curso de férias da Petite Danse. Naquele momento, os promenades eram um verdadeiro terror pra mim. Eu não conseguia por nada fazer o bendito promenade sem descer da perna de base! Eu sempre caía da ponta! Até que eu consegui! Mas foi do dia pra noite? Claro que não! Eu meti na cabeça que eu ia fazer! E lá ficava eu depois da aula pedindo para os meninos da minha sala para me ajudarem e ver o que eu estava fazendo de errado!

Então, avante gente! Nada de desistir na primeira tentativa e lembre-se de que cada conquista conta SIM! Pode ser pequena! Mas essa pequenininha coisa que você conquistou aposto que teve muito esforço para você chegar nela! Continua se esforçando, que mais coisa boa você vai conseguir!

4. Lembre-se dos seus pontos positivos como bailarina

E não me venha com essa de “eu sou ruim, eu não tenho pontos positivos”! Pode esquecer isso! Todos nós temos as nossas qualidades! Tem bailarinas que tem aquele colo de pé maravilhoso, tem bailarinas que são mais flexíveis, tem as que são mais expressivas…

Com certeza alguma individualidade que te destaca como bailarina! O que te diferencia da multidão? Com certeza você tem algo aí dentro! Nem que seja a paixão pela dança! Então use isso ao seu favor e dance com todo o seu amor! Você pode conseguir coisas incríveis com essa sua qualidade!

Quais as suas qualidades? Lembre-se delas e as valorize dançando!!! Sem deixar de trabalhar em cima das suas dificuldades!

5. Não se compare com ninguém! Só com você mesma!

É normal termos uma amiga pirueteira, uma amiga elástica, aquela que parece que nasceu para dançar! Você pode ter várias amigas na dança que podem ser até melhores que você ou ter mais facilidades que você em algumas coisas!

Mas JAMAIS se subestime por causa disso, Ok? A partir de agora pode parar de se comparar com aquela sua amiga! A comparação não é com quem tem a perna mais alta ou com quem gira mais! Esse tipo de comparação só vai servir para te destruir! É isso que você quer?

A comparação é com você mesma! Você pode até admirar aquela sua amiga e usá-la como inspiração (“eu também vou chegar lá”), mas a comparação é você com você mesma há algum tempo atrás. Pense no que você melhorou e que você está cada vez melhor como bailarina!

6. Faça vídeos de você mesma durante a aula

Se filme dançando! É sério! Não é pra ninguém ver além de você, a não ser que você queira!

Mas porque se filmar, então? Os vídeos vão nos ajudar a nos lembrar de nossas qualidades como bailarina e das nossas pequenas vitórias!

Ao longo do ano ou até mesmo dos anos, você pode ter vários vídeos e fazer comparações com você mesma e ver o seu progresso durante as aulas. Às vezes a gente acha que não melhorou nadinha, mas quando assiste um vídeo antigo, consegue perceber justamente o contrário!

Então, se filme para essas comparações, lembrando de ter o cuidado para não atrapalhar nem o professor nem os colegas da sala com esse tipo de coisa, porque pode desconcentrar quem está a sua volta. Coloque o celular num cantinho, vê se está te pegando, põe pra filmar, esquece ele lá e vai fazer a sua aula normalmente. É só você decidir se quer filmar a aula toda ou algum trecho específico.

Tenho certeza que você vai ter comparações muito positivas de você mesma depois que fizer isso!

7. Cuide de sua aparência

Pode parecer besteira, mas a forma como você se prepara para ir pra aula pode SIM influenciar na sua autoestima e consequentemente na sua autoconfiança. Você vai desgrenhada? Com coque mais ou menos? Com meia rasgada? Com sapatilha furada e encardida? Com aquele collant que já deu o que tinha que dar ou que te engorda? Abandone isso tudo e vá arrumada! Com isso quero dizer que você não use esse tipo de coisa. Não precisa usar o collant mais caro do mercado! Só usar algo que te valorize! Um collant confortável, que não pinica e que não é cavado já está de bom tamanho! Se você vai de qualquer jeito para a aula, você não vai valorizar a si mesma e muito menos o seu ballet e provavelmente vai se sentir mal e dançar mal.

Há também quem goste de se maquiar pra aula com uma maquiagem bem levinha, por exemplo, só com blush corretivo e rímel. Eu não costumo fazer isso pelo simples motivo de não ter tanta paciência para colocar e tirar maquiagem todos os dias. Mas se você se sente bem fazendo isso, é válido! Acima de tudo, temos que nos arrumar para nos mesmas e fazer o que nos faz bem! Temos que nos arrumar para se sentir bem com a gente mesma dançando. Afinal a gente se olha tanto no espelho dançando que a autoestima vai influenciar diretamente na forma como a gente dança!

Então, cuide de você e da sua aparência que a sua dança com certeza vai ficar melhor!

8. Mude suas atitudes durante a aula

Pode parecer que a atitude só muda depois que a confiança vem. Mas a verdade é que uma coisa leva a outra. Se você continuar, por exemplo, se escondendo num cantinho no centro, sendo a última da barra, se esquivando em alguns passos que você acha difícil você também não ganhará nunca a “sonhada” confiança!

Se coloque no seu lugar na sala de aula e avante! Simplesmente vai lá e dança! Simples assim! Isso foi uma coisa que eu fiz que me ajudou a decorar mais os passos e a trabalhar em cima da minha timidez e a minha segurança. Foi uma forma de sair da minha zona de conforto no fundinho da sala e ver que eu posso sim ficar na frente! Porque não? Saia do fundo! Você também pode!

9. Trabalhe o seu lado emocional

Muitas dessas dicas que eu escrevi aqui também envolvem o lado emocional. Mas algumas vezes, pode ser que você precise trabalhar seu lado emocional mais a fundo. Se esse é o seu caso, tenho uma indicação de Curso Online para você! Se trata do curso “Psicologia da Dança” da Maria Cristina Lopes, Mestranda pela Universidade de Coimbra em psicologia do desenvolvimento. Esse curso é uma atualização profissional para bailarinos profissionais, professores de dança ou quaisquer outras profissões que trabalhem com a dança, como psicólogos ou terapeutas.

Eu conheci o trabalho da Maria Cristina quando eu pesquisava sobre medo de piruetas. Encontrei um vídeo dela no YouTube e me indentifiquei MUITO! Ela está organizando esse curso sobre o tema e a próxima turma começa dia 29 de abril de 2019, sendo online e com duração de 8 meses. As inscrições já começaram e você pode usar o meu cupom TUTUDAJU10 para ter descontos nas mensalidades!!!

A dança e o lado emocional do bailarino estão super conectados! Muitas vezes vai ser a dança que vai nos salvar dos problemas do nosso dia-a-dia, pois ela ajuda a esquecê-los ou pelo menos torná-los mais leves. Mas algumas vezes o amor pela dança não vai ser suficiente para te fazer dançar bem, pois algo dentro de você pode estar te bloqueando a dançar bem e leve! E essa é a proposta do curso: dar orientações aos profissionais para que eles façam com que os bailarinos dancem melhor e trabalhem seu lado emocional (seus medos, frustrações, ansiedades, etc).

Para mais informações e para se inscrever no curso, basta ir no site nesse link aqui usando o meu cupom de desconto TUTUDAJU10 que a Maria Cristina explica lá tudinho para você!

 

 

E essas foram as minhas dicas de hoje! Conta pra mim, quais delas vocês já fazem?

Um beijo e até o próximo post!

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