É Carnaval fora da época normal, então por isso eu vim fazer um post para falar sobre a relação entre essas duas artes: o Ballet Clássico e o Carnaval.

Muitas vezes elas são até colocadas em pólos totalmente opostos, mas eu selecionei alguns pontos de contato entre elas para provar que não são tão opostas assim.

1. Mesmas origens históricas

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Já foi dito neste blog anteriormente que Lourenço de Médicis lançou a moda dos Triunfos e estes são tidos como a origem do ballet enquanto espetáculo. No século XV, mais precisamente em 1459 na Itália, foi apresentado em um casamento o primeiro espetáculo de ballet. Na época os “triunfos” eram apresentados nas festas e simbolizavam riqueza e poder.

Mas, se voltarmos mais ainda no tempo, vamos ver que tudo começa nos chamados “Triunfos Romanos”, em que os participantes percorriam as ruas da cidade em alegorias sobre rodas com base nas batalhas romanas. Eles foram levados às mansões da aristrocacia, que, com o espaço limitado, levaram o nome de “Balleto”, que significa pequeno baile.

Curiosamente, o Carnaval também vai ter as suas origens nos Triunfos Romanos, tendo como pontos comuns os carros alegóricos, a simbologia das representações, dramatizações acompanhadas de música e percussão, a sucessão de grupos, por exemplo.

Para se aprofundar um pouco mais no tema, recomendo a leitura deste texto da Vera Aragão, de onde eu tirei essas informações.

2. Ballets com a temática de Carnaval

Há tempos que o Carnaval é parte da cultura popular, não há como negar! E assim o é tanto que vários ballets o colocaram como tema. Nem só histórias de príncipes e princesas, fadas e camponesas contam os ballets de repertório.

São exemplos de ballets que trataram do tema: Harlequinade, Le Carnaval, Le Diable Amoureux (Satanella ou Carnaval em Veneza, que já escrevi sobre ele aqui no blog), e o Carnaval dos Animais, cujo trecho mais popular é o da Morte do Cisne.

3. União do Ballet com o Carnaval na Avenida

Também não é novidade para ninguém o sucesso dos nossos desfiles das Escolas de Samba, especialmente se tratando de Rio de Janeiro e São Paulo.

Como eu sou do Rio, vou falar mais da minha cidade apenas a título de exemplo, mas em outras cidades essa união certamente já ocorreu.

A nossa maior bailarina brasileira, Ana Botafogo, já sambou nas pontas dos pés em plena avenida em 2 momentos: em 1991 com a União da Ilha e em 2006 na Mocidade!

Nosso também bailarino, que integrava a principal companhia de ballet profissional de Londres (o Royal Ballet), Thiago Soares, este ano de 2022 fez a coreografia para a comissão de frente da escola Imperatriz Leopoldinense!

4. Aulas Temáticas de Carnaval

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Nesta época do ano as escolas de dança dão um pouco mais de liberdade aos alunos sobre o uso dos uniformes, tornando as aulas mais divertidas e explorando a criatividade dos alunos. É muito comum ter “aulas de Carnaval”, com os alunos todos caracterizados com elementos de fantasias de Carnaval durante a aula de ballet.

 

E esses foram os pontos de contato entre as duas artes que eu achei interessante de trazer para vocês!

O que você mais gostou de saber? Comenta para mim!

Até o próximo post!